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Carolina e o fim de Chamas.

Quando eu faço uma personagem eu sempre luto pra ela não me "engolir".
Por mais que eu tente, eu sempre perco essa batalha.
Eu sei que cada ator tem um processo, tem uma experiência, tem uma técnica e gosta e acredita em coisas diferentes.
O que eu busco e gosto em uma interpretação:
Verdade e sutileza.
A arte de interpretar é subjetiva demais, não existe o caminho certo, existem milhões de possibilidades para uma cena, para a criação do papel.
Estou em um momento de luto. A novela está chegando ao fim e essa novela foi uma experiência bem intensa e difícil pra mim.
Nada veio de mão beijada, apesar de mocinha, ela tinha tintas fortes e nós fizemos algumas opções bem arriscadas pra Carolina e eu assinei embaixo de todas elas.

O cabelo curto foi uma novela a parte e é até hoje depois de um ano de novela.
Nada foi feito pra ser óbvio, pra agradar de imediato e tem pessoas que amaram e outras que odiaram o visual, não tem meio termo.
Eu sabia que isso ia acontecer desde o início e eu quis comprar a "briga".
E só comprei essa briga, porque eu acredito na Carolina muuito independente, muito moderna, tendo morado fora tantos anos...com certeza essa menina tem um gosto estético apurado, não gosta do que é óbvio, do que todo mundo tem, gosta de arriscar e do que é diferente, não dava pra ter uma cara "comum". Um cabelo longo, lindo...e daí??? Na minha imaginação o cabelo da Carolina nunca seria o cabelo de uma princesa.
Ela nunca teve nada de menina mimada, patricinha.
As roupas são modernas, arrojadas, diferentes. Tem peças que às vezes eu e as camareiras ficamos hoooras pra entender e descobrir como se veste "aquilo"...isso porque até agora eu falei apenas do visual.
A personalidade dela tomou conta de mim.
Na verdade, a Carolina é aquela mulher que eu sempre admirei, que eu sempre quis ser e fazendo essa personagem eu pude experimentar o que seria isso:
Ter a coragem que ela tem, a disposição, a personalidade forte, ser autêntica, guerreira, segura, determinada e extremamente direta e sincera.
Mesmo na dor, ela não se entrega, não se permite abater demais, ela tá sempre em movimento, em ação...ela está sempre tentando!

Em um ano e alguns meses muita coisa aconteceu.
Eu quebrei meu pé em cena e a Carolina teve que quebrar o pé também. As minhas muletas passaram a ser dela e a coragem dessa mulher passou a ser minha.
É aí que as coisas se misturam, que a gente já não sabe mais onde é que está o ator e onde é que está a personagem.
Eu me sinto mais madura depois da Carol...termino mãe de duas crianças lindas, que tem uma história dentro da minha vida pessoal e na ficção também.
Eu e o Pedro somos um casal de verdade, não um casal de novela.
Um casal que não tem tempo pra romance, porque a vida real não deixa ser só isso.
Tem família pra cuidar, irmão problemático (que morreu), uma fábrica querendo ser tomada pela Vilma, um pai que morreu de maneira trágica (Valter), uma criança que sofreu um estupro (Vivi), uma diferença social enorme entre eles, a perda da guarda dos meninos.
E mesmo assim existe amor e mais importante que o amor, existe a parceria e o respeito.
Talvez essas duas últimas sejam muito mais importantes para um casal dar certo a longo prazo.
 
Ainda faltam duas semanas para terminar as gravações. Muitos desfechos pra rolar.
Pode ser que o final feliz não chegue...porque às vezes na vida o happy end nunca acontece. E o que importa mesmo é a trajetória, a experiência, o amor, a família e os amigos que se faz no caminho.
Isso a família Ferreira/Azevedo já tem.
Somos um exército do bem, mesmo quando o bem não chega até nós!
E VIVA CHAMAS DA VIDA!
Beijos em todos.



- Postado por: Juliana Silveira às 00h40
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